A filaríase ou filariose é uma doença parasitária, considerada como doença tropical infecciosa, causada por nematóides filariais da superfamília Filarioidea, também conhecida como Filariae ou como o “síndroma de Elefante” A forma sintomática mais peculiar da doença é a filaríase linfática, denominada elefantíase — um engrossamento da pele e tecidos subjacentes —, que foi a primeira, entre as enfermidades infecciosas transmitidas por insectos, a ser descoberta. Esta doença é comum em países em vias de desenvolvimento. Distingue-se entre formas adquiridas e heriditárias.
Consequências de doenças infecciosas
A elefantíase é causada quando o parasito obstaculiza o sistema linfático, afetando principalmente as extremidades inferiores, embora a extensão dos sintomas dependa da espécie de filária envolvida. Tem como transmissor os mosquitos dos gêneros culex, e algumas espécies do gênero Anopheles, presentes nas regiões tropicais e subtropicais. Quando o nematóide obstrui o vaso linfático, o edema é reversível; no entanto, é importante a prevenção, através do uso de mosquiteiros e repelentes, e evitanto-se o acúmulo de água parada em pneus velhos, latas, potes e outros.
O parasita só se desenvolve em condições húmidas com temperaturas altas, portanto todos os casos na Europa e EUA são importados de indivíduos provenientes de regiões tropicais. A pessoa com elefantíase passa a ter, após dois anos, o aspecto de um elefante.
A longo prazo, a presença de vários pares de adultos nos vasos linfáticos, com fibrosação e obstrução dos vasos (formando nódulos palpáveis) pode levar a acumulações de linfa a montante das obstruções, com dilatação de vasos linfáticos alternativos e espessamento da pele. Esta condição, dez a quinze anos depois, manifesta-se como aumento de volume grotesco das regiões afectadas, principalmente pernas e escroto, devido à retenção de linfa. Os vasos linfáticos alargados pela linfa retida, por vezes rebentam, complicando a drenagem da linfa ainda mais. Por vezes as pernas tornam-se grossas, dando um aspecto semelhante a patas de elefante, descrito como elefantíase.
Outras causas
Inflações superficias das veias com espessamento dos tecidos podem procovar a elefantíase. Tumores também podem trazer consiguo a doença –directamente ou indirectamente. Sarcomas, também conhecidos como sindroma de Stewart-Treves , também podem influenciar a doença. A única solução é muitas vezes a amputação.
Causas hereditárias
A elefantíase congenita hereditária é a designação que se dá à formação de inchaços em determinadas partes do corpo nos bébés. Esta ocorrência deve-se a distúrbios ou à falta dos vasos linfáticos.
Tratamento
A doença não é transmissível. A elefantíase é uma doença incurável. Muitas das consequências desta doença não são irreversíveis. Contudo a utilização da drenagem linfática manual, várias vezes por semana assim como a utilização de bandagens compressivas ajudam a melhorar a aparência exterior de muitos pacientes. No entanto a pele não consegue adquirir a elasticidade natural. A cirurgia plástica também é uma opção, mas mesmo aqui não é possível reconstruir todas as características da pele.
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