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Terapia de Linfedema

Diagnóstico
Linfedema secundário (elefantíase)
Insuficiência venosa crónica
Polineuropatia esquerda

Anamnese
A paciente queixa-se de inchaços que tem, na perna esquerda (cerca de 10 anos) e de inchaços que tem na coxa esquerda (cerca de 3 anos). Os inchaços no pé esquerdo são muito dolorosos e incomodam o andar. Há anos que a paciente se sente cansada e em baixo. A perna inflama-se de vez em quando e incha ainda mais.

-Foto tirada a 5.01.2009

A paciente de 47 anos estava bem a nível geral. A paciente estava acordada e orientada.

A pele na perna e no pé esquerdo está grossa e resistente. A pele é meio amarelada e esbranquiçada na perna e azulada/avermelhada no pé. A pele está escamosa e na parte exterior do pé há uma úlcera (1,5×1 cm). Também se pode ver uma infecção bacterial abranqueada-infecção secundária. O andar da perna esquerda é muito restrigido.

Análises internas
Análise aos pulmões- auscultação dos pulmões-sons respiratórios vesiculares sem ruídos
Cor: ritmo sinusal, sons cardíacos sem ruídos patológicos
Sono-abdómen-sem resultado patológico
Sono-vasos-sem resultado patológico
Sono-glândulas linfáticas-sem resultado patológico

TC(tomografia computadorizada)-diagnóstico a 6.01.2009: pelve-perna-vasos
Concentração de líquidos nos tecidos subcutâneos da perna esquerda, principalmente na perna e no pé. Concentração de líquidos ao longo do músculo fáscia (compartimento fascial) na perna esquerda. As alterações edemáticas terminam na parte inferior da da coxa. Não há indícios do síndrome compartimental. Não há indícios de estenose. Não há indícios de trombose. Não há ectasia vascular.

Diagnóstico de infecção-serologia-nematodo-a 6.01.2009:
Ligeiro aumento de anticorpos imunoglobina – G-IgG-AK EIA 11 U (normalmento abaixo de 10)

Diagnóstico de infecção-serologia-nematodo-a 26.01.2009:
Diagnóstico sereológico-2U

Análise histológica:
Vasos gordos edemáticos com tendência a automatizar a perna esquerda

Terapia e evolução:
De 5.01.2009 a 14.01.2009 preparou-se a paciente para o tratamento ambulatório da elefantíase. Preparação e planeamento da operação através de TC, ultrassom, análise de laboratório e ideias da paciente.

Devido à presença de anticorpos fez-se a serologia nematodo. Apesar de o aumento de IgG-AK não ser significante efectuou-se uma terapia, após consultar o laboratório.

No dia 15.01.2009 internou-se a paciente. No mesmo dia efectuou-se uma cirurgia plástica à perna esquerda e ao pé. Após a cirurgia, que durou 6,5 horas, consegui-se aspirar 6,2 litros de linfedemas. A reconstrução do pé causou algumas dificuldades. No pé foram retirados 1,6 litros de líquidos. A terapia após a cirurgia: uso de uma meia de compressão, ligaduras de compressão, antibiótico, fisioterapia e vermífugos. Após 14 dias de terapia, assistiu-se a um melhoramento da reconstrução da perna esquerda. Intraoperativo-na coxa extraiu-se 5,8 litros de linfedemas e efectuou-se uma melhoria no pé.