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Check-up aos vasos sanguíneos

O processo de diagnóstico na flebologia
Conferência da Dr. med. Natalia Brenner, num curso de formação médica
Análises clínicas:
Ultrasonografia dupla-Doppler Vascular
Retroreflector laser/ Pletismografia foto
Pletismografia das veias
Ultrasonografia duplex-Doppler colorido

Análises clínicas
Anamnese (avaliação clínica): peso familiar, consumo de nicotina, diabetes mellitus, hipertonia, hiperlipidemia, varizes, trombose das veias, tromboflebite, edema, fracturas, dores subjectivas, operações.
Resultado clínico: forma das varizes, edema, úlcera da perna, Corona Phlebectatica, pigmentações, atrofia branca, endurações.
Sonografia dupla-Doppler Vascular
O ultra-som duplo basea-se num efeito duplo: quando uma onda sonora é refletida por um objecto altera-se a sua frequência. Nas análises às pessoas são refletidos raios ultra-som do sangue, que se transformam em frequência. Os raios ultra-som reflectidos são transmitidos pelas máquinas de sonografia dupla-acústico ou gráfico. A alteração da frequência é proporcional à velocidade da corrente do sangue.
Para o diagnóstico da flebologia são utilizados aparelhos com 8 –MHz- e sondas de 4- MHz-. Emissoras com uma frequência de 8MHz têm uma boa resolução em pequenas penetrações de apenas 3 a 4 cm. Para chegar a vasos sanguíneos mais profundos ou em pessoas adiposos tem-se que recorrer à sonda de 4-MHz, pois esta pode atingir maior profundidade.
Diagnóstico da corrente do sistema das veias
Esta análise é feita com o paciente deitado. As prescrições são a suspeita de uma trombose na perna.
A análise:
Da veia femoral
Da veia poplítea
Da veia tibial posterior
Da veia safena magna
O diagnóstico reflexo do sistema das veias profundo e superficial
O diagnóstico reflexo é muito importante para o diagnóstico das varizes e da insuficiência venosa crónica. Aqui aproveita-se as condições fisiológicas das válvulas intactas, onde o sangue venoso flui de distal para proximal. Se as válvulas estiverem danificadas o sangue venoso flui na direcção contrária, ou seja, para distal. Com a manobra de Valsava ou com a compressão local consegue-se provocar este reflexo patológico (dura cerca de 0,5-1s). E assim saber onde se encontra a varicose. O dianóstico reflexo é efectuado com os pacientes em pé.
A análise ao sistema superficial das veias: da veia safena magna e safena parva
A análise ao sistema profundo das veias: veia femoral, veia femoral superficial, veia poplíteia, veia tibial anterior e posterior.

Retroreflector laser/ Pletismografia foto (LRR)
A pletismografia conseguiu-se impor no screening e no diagnóstico do dia-a-dia. Com uma sonda na faixa infravermelha consegue-se reflectir a luz transmitida da pele. A parte reflectida é registrada e guardada. A medição é feita numa profundidade de 0,3 a 2,3mm. Para este método é a temperatura muito importante, por isso é que é necessário que a temperatura da sala permaneça entre os 22 e os 25° graus.
Durante o exame o paciente está sentado. O paciente deve de fazer no máximo 10 extensões dorsais do pé, num período de 15 segundos. Com este procedimento consegue-se medir o aumento das reflecções. Após este exercício o paciente deve de ficar sentado.
Dependendo do tempo para o reenchimento das veias, distinguem-se três graus (de Wienert e Blazek) de distúrbios da função das veias :
Grau 1: Reenchimento venoso t0=20-25
Grau 2: Reenchimento venoso t0=10-19 segundos segundos
Grau 3: Reenchimento venoso t0= menos de 10 segundos

O teste torniquete
Com um torniquete comprime-se a parte superficial do sistema venoso e repete-se o programa de análise. Normalmente aplica-se o torniquete junto à perna. Este exame é muito importante, pois com este consegue-se normalizaro reenchimento.
Causas para a falta de melhoria com a pletismografia

1. Insuficiência venosa não melhora. Causa: oclusão das veias profundas

2. Insuficiência venosa falsa-não melhora

3. Insuficiência venosa simulada

4. Insuficiência venosa não aparenta melhorias. Causa: pressão insuficiente do torniquete

Pletismografia da interrupção das veias
Com o método de medir da pletismografia, consegue-se efectuar uma análise não invasiva às funções arteriais e venosas.
Hipóteses de medida com a Pletismografia da interrupção das veias
Capacidade venosa
Função de bombear
Circulação sanguínea
Medidas da pressão
Hiperamia reactiva
O exame é feito com o paciente deitado. As pernas devem de fazer um ângulo de 45cm (para cima).

Ultrasonografia duplex-Doppler colorido
O Doppler colorido disponibiliza informações sobre a velocidade de
determinado fluxo, e mostra a direcção e a magnitude dessa velocidade.
O Doppler permite mapear em cores os vasos sanguíneos de uma região
anatómica, definida pelo ultra-som convencional, característica que torna possível
a identificação de diminutos vasos.
O Doppler colorido ou Mapeamento de fluxo a cores analisa o fluxo sanguíneo em duas dimensões e as cores determinam a sua direção dentro das veias e artérias.

Indicações:
Trombose das veias das pernas
Trombeflebite superficial

Diagnóstico reflexo em varizes e no syndrome pós trombose
Quando há a suapeita de trombose são efectuadas as análises com o paciente deitado. Com as imagens sonogáficas sonsegue-se diagnósticar a trombose, pois as informações obtidas através das análises, permitem-nos ter uma visão do estado das veias e do fluxo sanguíneo nestas.
Para o diagnóstico da insuficiência venosa crónica utiliza-se a sonografia Duplex, aqui o paciente tem que estar em pé. A vantagem deste método, é que assim se facilmente localizar as veias que têm que ser analisadas.
(A flebografia não é discutida aqui.)